Rodrigo Bertoccelli

Advogado. Bacharel e Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Mackenzie. Pós-graduado em Contratos Empresariais pela FGV-GVLaw e Extensão Executiva em Business and Compliance pela University of Central Florida e International Management & Compliance pela Frankfurt University of Applied Sciences.

04 de novembro de 2020 | 10:18

Integridade em tempos crise

Em tempos de crise a atividade empresarial fica ainda mais pressionada a preservar o caixa para se atingir resultados a qualquer preço. O cenário atual cria a “tempestade perfeita” para vários tipos de fraudes corporativas. Elas podem surgir desde a corrupção envolvendo empresas e o poder público, até a manipulação de demonstrações financeiras para tentar enganar investidores e credores.

O compliance traz competitividade às empresas no mercado globalizado e deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos no controle de riscos e na cultura das empresas, especialmente quando descobrimos que a lógica do cisne negro mencionada na obra de Nassim Nicholas Taleb é mais comum do que imaginávamos, de modo que uma análise de riscos sistêmicos e uma cultura de integridade precisarão ser aprimoradas para a própria sustentabilidade da organização. 

Ao fazer isso, a empresa agrega valor para a sociedade, proporciona um melhor funcionamento de nosso sistema econômico e cria uma referência de que é possível dar certo fazendo a coisa certa, do jeito certo. As empresas começam a compreender, portanto, que não há custos extras em se fazer a coisa certa, e a sociedade segue cada vez mais atenta a oportunismos.