Instituto Não Aceito Corrupção

09 de fevereiro de 2021 | 13:57

A corrupção nossa de cada dia

Vencedora da categoria Comunicação foi premiada por ilustrar como a corrupção se esconde em pequenos gestos do dia a dia

 

Exigir uma educação de qualidade e pedir cola para o colega na primeira oportunidade; reclamar que a cidade está suja e não hesitar em jogar papel de bala na rua. Essas e outras contradições comuns ao nosso cotidiano foram os exemplos que Rafaela Negretti Lima encontrou para introduzir seu projeto, “Corrupção: Não Combina com Cidadão!”.

A estudante de fonoaudiologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) produziu sozinha o vídeo animado de 1 minuto e meio, vencedor na categoria Comunicação do II Prêmio Não Aceito Corrupção

Em um primeiro momento, por influência da sua formação universitária, Lima pensou em concorrer na categoria Academia, desenvolvendo um artigo como os diversos que lê e desenvolve no seu curso. Mas, ao refletir sobre a temática da corrupção, decidiu seguir por um outro caminho que aproximasse as pessoas.

“Quando eu comecei a me interessar e estudar política, percebi que ela está nas ações do nosso dia a dia. Acordamos fazendo política”, afirma a fonoaudióloga.

Sua aptidão e habilidade para escrever, editar vídeos e fotos, então, entraram em campo para que ela pudesse expressar suas ideias sobre o tema de maneira mais acessível. Na animação, Lima decidiu unir exemplos do dia a dia, uma definição conceitual sobre corrupção, finalizando com um chamado de conscientização.

Enquanto procurava um software para fazer a animação, o texto foi surgindo naturalmente na sua cabeça. “Escrevi o roteiro, gravei a narração e fui montando a arte a partir da minha voz. O processo foi gostoso, mais fácil do que eu imaginava. Fiz brincando”, explica ela.

Depois de definir o tom que queria e de consultar alguns tutoriais online para trabalhar no programa, um sábado foi suficiente para produzir a peça.

“Eu quis trabalhar em uma linguagem muito simples e universal, que fosse clara para crianças, adultos e idosos. Enfim, pretendia que esse trabalho impactasse as pessoas de todos os tipos. Mostrei para todos da minha família e eles adoraram”, conclui Lima, comemorando o sucesso do seu trabalho.